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O agora e o depois




Não importa mais de quem é a culpa. Não faz mais sentido entender quem foi que errou, que gritou, que chingou, que bateu. Aconteceu. Chega de apontar os dedos, chega de andar em círculos. Já foi, não tem como voltar. Aconteceu e ninguém fez nada para impedir.


Aquela frase “eu avisei” já está démodé, não convém prestar atenção nela. E aquelas que falam que Deus acusará e cobrará também não são as mais importantes. Mas a frase que Deus com toda sutileza e delicadeza que existem, vem e planta no seu coração e não deixa ninguém ouvir, essa sim merece crédito. Principalmente se Ele disser: “O que você fará agora ou depois, filho?”. E aí que o conflito começa, você entrará em desespero, terá dor de cabeça e preguiça de pensar, então decidirá deixar para depois, é claro.

Então, por um bom tempo você irá dormir e acordar, dormir e acordar, dormir e acordar... Até que um dia acordará e encontrará um recado na geladeira quando for tomar café-da-manhã: “Perdão, Tolerância e Respeito”. Assim, beberá um café-com-leite com gosto de arrependimento, comerá um pão-de-queijo com cheiro de amor e sentirá os raios do Sol entrando pela janela e te tocando com muita atitude. Você trocará de roupa, lavará o rosto, olhará para o espelho e decidirá fazer alguma coisa no agora e não no depois. Escolherá mudar, perdoar, respeitar e amar. Criará um blog para escrever a todos: “ Vamos aprender com os erros! Mas se eu errar de novo me perdoem”.


“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis”. Efésios 6:13
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Oferta



Não precisa de muito. Não precisa de música, de texto, de cronista famoso, nem de propaganda na TV. Basta aguçar só um pouquinho os olhos críticos e a sensibilidade. Enquanto acontece o Rock in Rio, tem jovens adoecendo, famílias sendo perdidas, crianças trocando os brinquedos por armas, o certo e o errado invertendo os seus conceitos e muitos países tornando-se a “Cidadezinha Qualquer” de Drummond: devagar. Devagar de espírito!
É a droga que inala o pai, traga a mãe e intoxica o irmão. É o dinheiro que rouba a paz, paga a preocupação e doa enfermidade. É a sociedade que beija na boca e afoga o amor, ouve pop-rock mas fica surda para o próximo.
E eu me pergunto do que nós (digo “nós” porque não quero ser hipócrita) precisamos para levar o choque e desmancharmo-nos um no outro, quebrarmos as barreiras de qualquer preconceito que nos impede de fazer qualquer bem. É necessário sensibilidade e compaixão para sairmos do nosso quarto de hospital e entrarmos no do vizinho só para falar uma frasezinha que seja: “tudo é possível para aquele que crê”.
É um exercício pensar no outro quando o nosso problema ainda é grande. Gasta as calorias do egoísmo.
Uma tesoura cortando o papel e a mão transformando-o em flor. Ainda há a esperança de que seremos melhores.

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16

obs.: Dedicado a minha amiga Rafaela que enquanto eu estava escrevendo, me inspirou cortando um papel e fazendo uma tulipa de dobradura!
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Do Seu lado




Deste lado, consegui ver a diferença entre rir e ser feliz. Aprendi que rir é muito rápido e que em qualquer hora faz bem e ser feliz é uma fita métrica sem fim que é desatada por alguém, alguma coisa ou propósito. Ser feliz é: estar triste mas ser feliz, chorar e ser feliz, se angustiar porém ser feliz, passar por aflições sendo feliz... Alguns são felizes eternamente porque encontraram verdadeiramente a felicidade. E foi deste lado que eu encontrei.


Do lado de cá encontrei-me com meus erros e quase sempre isso acontece. Observo a cada deslize meu, milhões de lobos me arranhando e uivando dentro de mim. Uma guerra fria que eu só observo e espero, porque aprendi que lutar contra os meus próprios lobos é perda de tempo. É preciso observar, esperar e aprender a controlá-los. Ainda estou aprendendo.


Contudo, deste lado, também encontrei Alguém para me perdoar, Alguém para me aceitar, consolar e no final de tudo ensinar para acertar. Engano achar que só se encontra a felicidade quando não se passa mais por lutas. Aqui eu senti o significado das palavras “chance” e “vida”. Esse Alguém não me deu chance, porque esta é só mais uma ficha para um jogo que acaba. Ele me deu vida eterna e abundante.


Aqui ganhei asas e capacidade para voar. Recebi amor ilimitado, garra, fé e coragem. E decidi que se for para voltar para o lado de lá que seja só para resgatar.


"mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fadigam." Isaías 40:31

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Inabalável




Estava pensando nos momentos em que eu acho que tudo está bem mas de repente, parece que como um passe de mágica, alguém, algum fato ou circunstância passa uma navalha na cordinha que segura o meu mundo fazendo a gravidade sair de mim. O meu mundo, aquele mundinho sai totalmente do seu lugar. A rotação, translação, precessão ou sei lá o quê do meu planeta se desgovernam. Minhas paredes tremem, o teto cai e por vezes não sei onde exatamente é o chão. Isso é confuso, porém, eu realmente estava pensando, e se isso acontecesse todos os dias não seria o "de repente" que me pega de surpresa, tira minha segurança e estraçalha o meu mundo, o meu mundinho, como um diamante que cai no chão. Pode ser que a estabilidade se renove após situações abaláveis.


Observo como as pessoas organizam as coisas. Elas (assim como eu) desorganizam e jogam tudo para depois colocá-las em seu devido lugar. Depois de muito chorar consigo ver isso em Deus também. Consigo vê-lo fazendo alguns ajustes para sorrisos. Percebo o quanto Ele é infinito, eterno, imenso, imutável e perfeito. Assim eu vejo que as situações imprevistas por nós humanos não são nada perto dEle. O amor dEle traz segurança, paz e como um bom amigo ele põe em meu coração: " todas as coisas cooperam para o bem para aqueles que amam a Deus..." (Rm. 8:28).


"Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável" Sl. 51:10
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Minha Raiz




A verdade, é que nunca conseguimos entender alguém pelas suas raízes. Vemos o fruto, tentamos ver o caule, mas nunca as raízes. E assim pensamos que as pessoas podem ser diferentes, mas em algum momento mostram que são todas iguais. Iguaizinhas no choro, no riso, no drama e em todo sentimento. O que muda são as raízes. É só o meio que fez com que elas chegassem nesse movimento. Mas afinal, qual o problema se eu chorar, se eu sorrir ou se for atriz do meu próprio teatro? Qual é o problema se eu mostrar os sentimentos quando as cortinas se abrem para mim? Causa e consequência, ação e reação, aceleração e velocidade. Esse eterno ciclo vicioso que dificulta que plantemos a sementinha do "bosque na alma" como diz Lya Luft.


É isso que estou buscando: plantar um bosque na ALMA. Não adianta, não adianta "tampar o sol com a peneira", plantar uma rua com pedrinhas de brilhantes no rosto e nas palavras e se mostrar "curtindo a sombra, o vento, a chuva, as crianças, o sossego"*. Esse balanço da rede tem que vir de dentro para se mostrar aqui fora. Talvez seja isso que nos torna de certa forma "indestrutíveis". Uma maneira de colocar em prática a frase "seja fraco no momento de fraqueza". Porque nessa raíz de dentro para fora ninguém mexe, ela está sólida. Porém a raiz aérea que somente é vista e não sentida pode mudar a qualquer momento.


Peço para ter uma raiz fixa em mim, algo que não me deixe vulnerável o tempo todo, que me traga certeza, lugar e conforto. Uma raiz que me mude quando eu tiver que mudar não por obrigação, mas por crescimento, que me traga palavras certas não só para mim ou para meu próprio ego. Uma raiz que eu possa regar até com os erros e que me perdoe. Eu peço e posso ter todos os dias essa raiz que apesar de tudo me traz bons frutos, não os que ficam à mostra, mas os naturais que eu preciso sem ao menos pedir. Minha raiz que me traz paz: Deus. Se eu cortar o Senhor da minha vida, o que será da minha ALMA?


* O verso é da escritora Lya Luft: "Plantar um bosque na alma, e curtir a sombra, o vento, a chuva, as crianças, o sossego".


"Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte." II Co 12:10
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Pertencendo


Tenho aprendido o que é viver junto com outras pessoas. Digo viver e não sobreviver. E quanto mais eu aprendo mais eu entendo. Não é somente aquele clichê de aceitar as diferenças, dar as mãos e sorrir. Viver junto vai muito além disso. Viver junto pede ação, compaixão e sustento.

Minha casa não é pequena, mas com quatro adultos e duas crianças grande que ela não fica! Todos os dias agora acompanho meus sobrinhos na escola, ajudo minha cunhada e converso mais com os meus pais. Quase sempre um dos meus sobrinhos comem uma fatia da pizza do meu egoísmo e somem de mansinho com ele. Todas as tardes o Fhilipe (sobrinho mais velho) esfaqueia o meu fantasma da preguiça e me pede para ler para ele e ensinar os sons das letras. Todas as noites o Nikolas (sobrinho mais novo) esgana meu ursinho do comodismo e chora antes de dormir. E tudo isso me faz acenar para dentro de mim e me perguntar: "Oi? Eu fui escolhida para viver junto e amar?".

Por tudo que tenho vivido e aprendido, caro leitor, peço que me perdoe pelo que vou escrever, mas tem muita vida valendo muito pouco por aí. A vida vale muito mais do que imaginamos e só entendemos as dimensões dela quando olhamos para dentro e avaliamos os nossos status de riqueza e pobreza, depois ao nosso redor e colocamos na balança. Quem tem sido o nosso próximo e a quem nós estendemos as mãos, devem ser as nossas perguntas diárias. É isso que faz a vida valer mais: reconhecer o que está à nossa volta e avaliar o que está delimitando nossas possibilidades. Por isso digo que juntos somos melhores e cooperar com Deus faz o valor da vida ser inestimável.

"O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes." Mateus 25:40


#Crônica
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Alcançando


Eu vejo tanta gente sentindo faltas. Faltas até mesmo do que desconhecem. Observo tantas pessoas que não sabem quem são, que não sentem verdadeiramente sem colocar as culpas em alguma coisa ou em si mesmo, que dizem que a dor fortalece o amor, que se martirizam quando não conseguem fazer a linha entrar na agulha e se sentem incapazes. Quantas? Quantas pessoas por se sentirem incapazes deixam esse sentimento as derrubarem da maneira mais íngreme possível? Quantas pessoas por amarem demais, serem altruístas demais, carentes demais, não são fuziladas, mutiladas, escangalhadas pelos fortes sentimentos opostos? E quantas pessoas nesse exato momento estão desarranjando-se, jogando as flores para o alto e pensando em ir pelo caminho mais fácil, mais largo e mais aparentemente anestésico porque cansaram de tentar? Mas quantas pessoas fazem alguma coisa, por mais simples que seja, para mudar isso?

Acontece que meus olhos ainda podem se alegrar e ver, que tem sim alguém que sorria, que chore, que colora o mundo com algumas palavras sem achar que tudo é loucura, sem procurar questionamentos, sem enfiar a cabeça debaixo da terra e sair de lá só quando pararem de jogar as pedras. Existe sim gente que dê a outra face, que pregue a palavra de Deus e que junte pelo menos uma pessoa para falar que Ele não muda e que das principais coisas para se ter na vida, essas três são essenciais: Paciência, Insistência e Excelência. É difícil, porém, ainda tem sim alguém que chore quando você chora e se alegra com você, que fala que Deus é sensível e desenterra todos os nossos sonhos se permitirmos. E entre todas essas pessoas, as que eu mais gosto de ver, são aquelas que te dão a mão para passar pelo caminho estreito, porque sabem que com amor tudo é possível e com Cristo tudo é indescritível.

Aquelas que eu citei no primeiro parágrafo quero alcançar sendo como aquelas do segundo.

"Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam." I Coríntios 2:9
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Uma opinião para a felicidade


Certas coisas me assustam. Assustam porque aprisionam. Mas não é possível que seja só comigo.


Essa página, por exemplo, me assusta, me intriga e me faz questionar várias vezes quem eu realmente sou e para quê ou quem escrevo tentando me encontrar ou achar outra pessoa, em alguma linha,que brevemente lerá isso e para esta, as letras que jorro aqui podem fazer sentido ou não.


Me assusto também ao pensar em uma escada. Na vida talvez. Na escada em que não se vê o fim e se almeja tanto chegar até ele. Em uma escada repleta de sonhos. Sonhos idealizados, imaginados, incompletos, levemente pensados... Essa escada não me assusta por ser lenta, mas sim porque é extensa e por eu ter altos e baixos assim como ela. Por não aguentar e pular um degrau e esquecer um pequenino, mas essencial sonho no anterior. Como se ele tivesse escapulido e eu nem tivesse percebido, mas sentir falta quando me der conta de que toda intensidade é bem-vinda e que bom mesmo é aprender, seja em qual degrau estiver, demore o tempo que for. Entretanto, posso me assustar também, quando perceber que melhor que aprender é mesmo o viver.


Será que só eu tenho esses sustos? O que importa é que cansei. Cansei de me preocupar. Cansei porque tenho meu lado feliz, gostem as pessoas ou não. Aliás, meus momentos mais felizes são quando não sou atingida pelo que falam de mim e sim sou atraída pelo que pensam e não sei. Pois o dito já foi feito, não tem como mudar, mas o que pensam muda a toda hora e depende de cada ação e detalhe meu. Então, para quê mostrar que tenho medos, aflições, angústias e lágrimas se posso mostrar que tenho um único Deus aqui comigo, que recolhe tudo isso e troca um pouquinho a cada dia por paz, felicidade, confiança e sorrisos? Para quê escrever aqui que sou arrependida todos os dias por gritar, brigar e reclamar, se posso digitar que Deus vai me curar?


E, de repente, aqui me pego escrevendo e muito assustada por estar aprendendo em cada palavra e perceber que para ser feliz só depende de mim.


Agora vou vivendo.


Salmos 84:12 " Ó Senhor dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia".
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Da chuva interna


Um pingo, outro pingo, mais um pingo e o céu feito de algodão desaba como se cada gota carregasse dentro de si uma enorme e pesada carga de aborrecimentos, preocupações, ocupações, fios de cabelo caindo, sobrancelhas abaixadas e gritos. Como se cada molécula de água estivesse fervendo e ao caírem fazem o chão pedir socorro e todo o ambiente e toda a atmosfera se molham, ou melhor, se exaustam de serem molhados.


Mais um pingo, outro pingo, um pingo e o céu fica nu. O que restou? De que adiantaram tantas rugas e fios brancos? Onde estava Deus quando foi preciso aquele pente fino que tira toda imperfeição do caminho? Onde estava Aquele que não falha e que merece confiança por não ser só uma força imutável e inexplicável? Onde foi parar a palavra dAquele que faz nova todas as coisas? Onde Ele esteve no momento atribulado? Ele não disse que lá estaria?


Ele sempre esteve exatamente onde foi colocado. E nós? Em que lugar estamos?


"Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor permanecerá". Provérbios 19:20
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As lágrimas que chorei


O que está acontecendo? Será que só percebemos que a ficção pode virar realidade quando uma frase diz mais que um livro, ou melhor, quando um olhar diz mais que a boca? Será que percebi que um papel dobrado ocupa menos espaço no lixo do que se eu amassá-lo? O que estou dizendo? Eu tinha tudo para ficar em paz quando você chegou, mas será que ninguém reparou que eu quero mais é me perder nesses contrastes de movimentos e sorrisos? O que estou escrevendo? Mil palavras que podem ser tão atrativas quanto pisca-piscas que distraem as crianças e até mesmo alguns adultos com senso de humor. Será que estou escrevendo o amor?

Estou querendo a sedução de uma rosa vermelha, a simplicidade de uma margarida e o romantismo de um girassol. Quero também vinte balões coloridos só para soltá-los e ve-los subindo ao céu, e como uma namorada da natureza, deitar na grama e imaginar para onde iriam, quantas almas necessitadas eu alcançaria e na mão de que criança um deles iria estourar... Talvez na mão de uma que mora atrás das nuvens... Um Anjo? Ah... Deus gosta quando eu me alegro e acho graça.

Mas o que quero mesmo, de verdade em verdade, é ser aquele tipo de pessoa que sorri apesar de tudo e que faz de duas pequenas palavrinhas linhas para tear uma vida inteira.
O que estou fazendo? Parando de chorar dos olhos para fora, recolhendo as lágrimas e transformando-as em palavras que formam o que encontro e não o que procuro e acho. Será que todo mundo parou de pensar nas estrelas só porque o céu está nublado? Só sei que enquanto não as vejo, vou ficando como quem sonha.


Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Sl.126
*Não sei se já usei esse versículo, mas na verdade é que eu gosto muito!
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As águas do Rio

Certas coisas na vida acontecem assim, de repente, não mais que de repente, como se o acaso sabotasse a vida e pronto: a luz apaga, ou acende para algumas pessoas mais compreensivas.

Uma hora talvez você esteja ali, sentado no sofá da sala, pensando o que será da sua vida no próximo dia, em outra hora as paredes tremem, em certa hora tudo cai no compasso injusto e desigual da chuva e em todas essas horas juntas a consciência desperta junto com a espada e o escudo e você para de pensar no próximo dia e começa a socorrer o hoje e o agora. E simplismente assim você não pensa mais no jogador famoso que está entrando em outro time, na briga com o familiar ou no despertador sem bateria. Seu carro não faz mais sentido, a sua roupa já sujou e agora todas as coisas do mundo, respirando ou não, precisam enxergar e ouvir o rasgar dos seus músculos brigando com a morte e a tragédia e gritando: eu quero viver!

E você vive. Pode ser que não pense assim, mas acredite, é a melhor maneira: sou forte, vivia no visível, mas este acabou, e se o invisível me deixou viver é porque a vida vai muito além de coisas e pessoas. A verdadeira vida pode ser que conheça depois de tudo, quando a chuva passar e nada mais for perdido e sim eterno.

Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Sl. 121:1-2

Esse texto foi escrito em memória das vítimas da tragédia das cidades serranas do Rio de Janeiro por conta da chuva. Se bem que é impossível alguém ler em meio de tanta água e tanta lágrima. O céu dessas pessoas está sem estrelas mas o dia sempre amanhece e começa outro.
Aos meus familiares que moram em Teresópolis: que Deus cuide de vocês como sempre vem cuidando.
 
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